Esse Amor...

Esse Amor, que jamais poderia ser um elemento químico, de tão sólido e tão leve.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Carta ao grande amor

Este texto foi originalmente publicado no meu outro blog "Nesse instante". É fruto de uma discussão eterna que tenho com meu Amor a respeito do conceito de arte. Tudo termina em beijos e não em consenso.





Teresina, 04 de Outubro de 2010


Então, meu amor, ao passar por uma placa que continha o termo “educação artística” e escutar alguns acordes, olhei ao redor e foquei pela primeira no que as artes tinham em comum. Antes eu só fazia o processo inverso, tentava formular uma noção geral para depois enquadrar todas as artes, o que me era insatisfatório e me dizia que eu tinha que pensar mais sobre o que tornava uma forma de expressão uma expressão artística.
Fiquei imaginando qual era o ponto convergente e só conseguia pensar na palavra que já ditava a minha noção do que era arte: subjetividade.
Arte, definida apenas como “toda forma de expressão humana” a meu ver é muito abrangente porque algumas das formas de expressão do homem visam exatamente a objetividade. Ou a objetividade e a subjetividade unidas (a ciência humana, o direito, a medicina...). Dizer que a arte é toda forma de expressão é dizer que se faz arte a torto e a direito, no que não acredito. Acredito sim, que a arte engrandece o ser humano propondo a ele meios de dar vazão a idéias e sentimentos. Isso porque já foi dito e repetido que o ser humano não é a apenas objetivo. O ser humano é mais! Esse mais tem haver com a impossibilidade de limitar aquilo que é meramente objetivo. Não é dormir, é sonhar.
O senso estético é a arma da arte. Falo com a mesma autoridade de um telespectador.
Se pego, ouço, vejo, eu sinto. Eu consumo. Não interessa se a arte é erudita ou não. Subjetividade não escolhe classe social. Elitismo nas artes é só mais uma forma de diferenciação entre as pessoas.

Assim sendo, resumo assim a idéia de arte que formulei e que estou pronta para reelaborar ou aperfeiçoar:

Arte é o conjunto de meios pelos quais o ser humano suscita ou expressa a sua subjetividade.

E sabemos que subjetividade é semente que brota fácil, mas precisa de condições para se tornar flor.

Do seu amor,
Daiany.

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